Educação Permanente

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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Homenagem ao Gari

16 de maio: Dia do Gari

Acredito que ninguém, nem mesmo o homenageado, tenha se lembrado desse dia.
Em Maio comemoramos o dia das mães, do trabalho, da enfermagem, relembramos a abolição da escravatura; os católicos, a aparição da Virgem Maria em Fátima, entre outros acontecimentos que marcaram esse mês, que é vinculado às noivas. Mas ninguém comemora, ou sequer lembra, o Dia do Gari.
Se não fosse por eles, toneladas de lixo se acumulariam nas ruas, nas casas e trariam doenças de diferentes tipos, sem contar o mau cheiro e o espaço ocupado por ele que,claramente, iríamos perceber, pois como diria Lavoisier: “Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo!”.
Vocês já perguntaram qual é o nome do gari responsável pela coleta do lixo em sua rua? Certamente que não. Inclusive eu! Entretanto, me preocupo com a sua segurança e tomo alguns cuidados que compartilho com vocês para que pensem em suas atitudes e mesmo que, indiretamente, passem a cuidar mais de nosso amigo “lixeiro”.
Separe o material que pode ser reciclado e lave o que é possível para que não fique com mau cheiro. São materiais que podem ser reciclados: papel (folha de papel, papelão, cartão, caixas), vidro (garrafas, copos, potes), plástico (garrafas, copos, potes e quase todo tipo de plástico) e metal (objetos de alumínio, como as latinhas de sucos e refrigerantes). Lembre-se de separar o vidro e colocar um aviso para que ninguém se machuque.
Também não podemos nos esquecer dos catadores de sucata. Eles contribuem com a maior parte dos materiais que retornam às indústrias para que sejam reciclados. Nos dias de hoje, estima-se que existam pelo menos 300.000 catadores em atividade no país (dados obtidos do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis – MNCR)
A contribuição desses trabalhadores ao meio ambiente é inestimável. No entanto, sofrem longas e árduas jornadas de trabalho expostos ao sol, chuva e puxando carrinhos que podem chegar a 400kg de papeis, plásticos, vidros e metais.
São pessoas simples, sofridas e que são muitas vezes confundidas com bandidos ou marginais. Coloquemos a mão na consciência. Que mal nos fazem? Muito pelo contrário! Fazem-nos um bem enorme! Com certeza merecem nosso respeito e admiração! Afinal, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão diz que “A liberdade consiste em fazer tudo o que não prejudica os outros!”. E eles nos beneficiam e muito!
Caso alguém queira entrar em contato com a associação de catadores de Itajubá, é só acessar o site da Prefeitura Municipal de Itajubá e solicitar que eles encaminhem o endereço eletrônico. Se necessário, eles recolhem o material a ser reciclado com apenas uma ligação.
Feliz Dia do Gari!

Postado pela profª Pollyanna, de Ciências - Curso G9

segunda-feira, 9 de maio de 2011

UMA REFLEXÃO SOBRE A NOVA REFORMA ORTOGRÁFICA

Uma Reforma Ortográfica numa Língua em expansão, como o Português, inicialmente propõe modificar apenas uma das vertentes da língua: a língua escrita; porém acaba transgredindo o limite da escrita, tornando-se uma questão política e polêmica, capaz de provocar discussões em todos os âmbitos possíveis.
O primeiro deles é o linguístico, que discute o que as mudanças realmente são capazes de provocar na escrita, e se alguma delas chega a alterar a fala. José Saramago diz à Revista Língua Portuguesa: “Se escrevo a palavra objecto, gostava de a escrever com o c entalado lá no meio, mas um brasileiro escreverá sem c. Mas isso é grave? A pronúncia é igual”.
Em seguida, podemos enxergar a reforma num aspecto político. O que se alega é que o objetivo da reforma ortográfica é unificar as grafias e fortalecer o contato entre os países lusófonos. Mas essa unificação é um conceito mais amplo que transcende os “simples” limites ortográficos. A unificação de que se fala é puramente política, mas nada se unifica na pronúncia, muito menos nos costumes linguísticos, e tudo continuará como está ainda por muito tempo. Luiz Costa Pereira Junior, na mesma Revista Língua Portuguesa, diz: “A reforma unifica não tanto quanto se queria, pois há hábitos intransponíveis nos dois países, como alertam linguistas de lá e de cá”.
Analisa-se também o aspecto educacional: o que muda na hora de ensinar as crianças falantes do português e os estrangeiros que quiserem aprender a língua portuguesa, que em quero não se pronuncia o u, mas em linguiça sim, apesar de não haver nenhum sinal que marque essa pronúncia. Professores da língua possuem agora a responsabilidade de se interar o máximo possível sobre o caso e saber ensinar, apoiando-se nos materiais didáticos, que também estão mudando.
A mídia é mais um ramo que procura tomar a reforma como assunto. Dicionários, livros didáticos escolares de Língua Portuguesa, Gramáticas e manuais: tudo será reeditado, para conforto ou desconforto de quem ensina e de quem aprende. Especialistas falam sobre o tema em rede nacional e até programas de entretenimento destinam um de seus quadros para testar se as pessoas estão informadas sobre as mudanças ortográficas. Alguns estudiosos dizem que a adaptação a uma nova reforma é lenta. Porém, no Brasil, não parece que será tanto.
Todavia, pode-se inferir uma demasiada falta de detalhes nas mudanças ortográficas. A impressão que se tem é de um caráter meramente político, ou muito mais político que linguístico. Algumas mudanças parecem linguisticamente fazer sentido, como a abolição do acento diferencial, alegando que o contexto em que uma determinada frase está inserida é perfeitamente capaz de diferenciá-la quanto à sua classe gramatical.
A exclusão do hífen em algumas palavras é outro caso coerente e de certa forma positivo, pois simplifica uma das regras de uso mais complicadas da Língua Portuguesa, tanto na visão de quem ensina quanto na de quem aprende.
Por outro lado, a abolição do trema é infundada quando se leva em conta a sua função. O trema é um sinal gráfico criado para marcar a pronúncia de uma letra. Com sua exclusão, cria-se mais uma confusão de várias que já existem com relação à pronúncia de palavras da Língua Portuguesa.
Algumas mudanças beneficiam mais o Brasil; outras, os demais países lusófonos. O que importa é que a reforma vingará, e a maneira como cada um interpretará e se adequará a ela varia.
Vale também ressaltar que a unificação de que se fala não é tão completa nem tão simples quanto parece. Ao contrário: parece um tanto quanto utópica. Uma simplificação e uma tentativa de unificação escrita facilitam sim o acordo político entre os dois países, mas não unificam por uma série de fatores linguísticos, como dialetação, regionalismo e uso popular.
A reforma, assim como o acordo já existente, aborda o campo ortográfico. As consequências que uma mudança na escrita poderá causar em outros campos, como o da Fonética, são ainda hipóteses. No entanto, apenas serão sentidas a longo prazo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Lisboa, dezembro. 1990
Revista Língua Portuguesa. Editora Segmento. Ano III, nº30, abril. 2008
www.ciberduvidas.com
www.soportugues.com.br
www.folhaonline.com.br

ESCRITO POR: PROFESSORA BRUNA MACHADO MORAES – LÍNGUA PORTUGUESA

las Nuevas Tecnologias de información y comunicación en ELE: Algumas consideraciones








Ao ler este artigo, percebi o quanto é importante estarmos atentos à realidade das novas tecnologias da informação e comunicação no ensino de espanhol como língua estrangeira (ELE).
Por isso, desejo compartilhar algumas informações com vocês.

Texto: las Nuevas Tecnologias de información y comunicación en ELE: Algumas consideraciones

Fonte: Revista New Rootes
Autora: Jorgelina Tallei
Data: Janeiro/2011

Abraços
Profª Priscila Rangel

domingo, 8 de maio de 2011

Transtornos Psiquátricos

Entendendo a mente
Colegas, a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa enumerou as principais características dos transtornos psíquicos mais frequentes nas pessoas. Penso que essa informação pode nos ajudar no trabalho em sala de aula. Boa leitura a todos!

1) Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)
Transtorno psiquiátrico caracterizado por pensamentos obsessivos (repetitivos) e intrusivos, de natureza sempre ruim (obsessões). Em função dessas ideias negativas involuntárias, a pessoa passa a adotar comportamentos ou atitudes também repetitivas (compulsões, popularmente chamadas de "manias"), como forma de tentar evitar que os pensamentos se concretizem. O portador sofre de um medo irracional e acha que pode ser responsável por uma tragédia (como a morte de um parente, por exemplo), caso não execute suas "manias". Ou seja, são os pensamentos obsessivos que desencadeiam as compulsões ou rituais.
Por exemplo: Se uma pessoa pensa seguidamente que pode se contaminar ao utilizar objetos que outras pessoas também usam, pode lavar as mãos repetidas vezes ao dia, tomar banhos intermináveis, evitar tocar em maçanetas ou utilizar banheiros públicos.
Quem tem obsessão por simetria (ideias constantes de alinhamento ou exatidão) sente incômodo ou pensa que algo muito ruim pode acontecer se deixar as coisas fora do lugar. Neste caso, ela pode desenvolver "mania" de organização: arruma sistematicamente os armários, as gavetas, as roupas, o tempo todo e não consegue ver nada fora do seu "esquema".
As obsessões são bem variadas e as compulsões também. Muitas vezes as compulsões (atitudes) que o portador de TOC desenvolve são totalmente inexplicáveis, mas é a forma que ele encontra para aliviar seus pensamentos obsessivos.
O TOC é um transtorno que traz muito sofrimento, cujo portador perde muito tempo do seu dia para cumprir seus rituais, acarretando em sérios prejuízos em todos os setores de sua vida (social, familiar, acadêmico, profissional).

2) Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH)
O TDAH é um transtorno neurobiológico caracterizado por três sintomas básicos: desatenção (instabilidade de atenção), impulsividade e hiperatividade (inquietação). Muitas crianças e adolescentes apresentam desatenção, inquietude e impulsividade. No entanto, algumas delas têm essas características em um grau muito mais elevado que o observado em seus pares da mesma idade. Podemos dizer, então, que essas crianças ou adolescentes são portadoras de TDAH. Trata-se de uma diferença comportamental de aspecto quantitativo e não qualitativo.
A condição básica para o diagnóstico do TDAH é a instabilidade de atenção (ora desatento, ora hiperfocado demais) e não a hiperatividade física. Cerca de 50% dos TDAHs não têm hiperatividade física, mas todos apresentam desatenção. Esta distração do TDAH se deve a uma mente acelerada, que vive a mil por hora, e que não consegue filtrar os pensamentos.
O TDAH é uma condição que se manifesta na infância e, na maioria das vezes, continua na idade adulta. Estudos revelam que 3 a 7% das crianças em idade escolar sofrem de TDAH. Entre 60 e 70% das crianças acometidas pelo transtorno levarão e continuarão com os sintomas na idade adulta. O que geralmente ocorre é a que a pessoa portadora de TDAH nunca foi diagnosticada. Por essa razão, estima-se que o TDAH é o transtorno psiquiátrico mais comum não-diagnosticado entre os adultos. Tudo não passa de uma continuação do problema que se iniciou na infância. O entendimento sobre o TDAH na fase adulta pôs fim a um mito, que perdurou por muitas décadas (inclusive na classe médica), de que o transtorno era exclusivo de crianças.

3) Psicopatia
É um transtorno de personalidade (um modo de ser e de existir), que se caracteriza por total ausência de sentimento de culpa, arrependimento ou remorso; falta de empatia com outro e emoções de forma geral (amor, tristeza, medo, compaixão etc). Os psicopatas são frios e calculistas, mentirosos contumazes, egocêntricos, megalômanos, parasitas, manipuladores, impulsivos, inescrupulosos, irresponsáveis, transgressores de regras sociais, muitos são violentos e só visam o interesse próprio. Eles estão infiltrados em todos os meios sociais, credo, sexo, cultura e são capazes de passar por cima de qualquer pessoa apenas para satisfazer seus sórdidos interesses. Podemos dizer que são verdadeiros "predadores sociais", almejam somente o poder, status e diversão e usam as pessoas apenas como troféus ou peças do seu jogo cruel.
Psicopatas não são psicóticos ou loucos. É muito comum as pessoas associarem psicopatia com loucura, mas isso é uma ideia totalmente equivocada. "Loucura" é quando há surto psicótico (onde existem alucinações e delírios), como ocorre com os portadores de esquizofrenia, por exemplo. Os esquizofrênicos são doentes mentais que vivem numa "realidade paralela", fora de si ou em ruptura com o "mundo verdadeiro", e, exatamente por isso, não têm noção do que fazem. Já os psicopatas sabem exatamente o que estão fazendo, que estão infringindo regras sociais, e que a vítima está sofrendo com suas atitudes maquiavélicas, imorais e antiéticas. Isso porque os psicopatas não apresentam problema algum de ordem cognitiva ou deficiência de raciocínio. A deficiência deles está no campo das emoções: aquilo que nos vincula afetivamente com o outro ou com todas as coisas do universo.
Os psicopatas podem ter níveis variados de gravidade: leve, moderado e grave. Desde os estelionatários, golpistas, falsos líderes religiosos, políticos corruptos, pedófilos, estupradores, até os assassinos ou serial killers. Porém, qualquer que seja o nível de gravidade, todos deixarão rastros de destruição por onde passam.
Até o momento, a psicopatia não tem cura nem tratamento. As pessoas nascem assim e permanecem até o fim da vida.

4) Bullying
Não se trata de um transtorno psiquiátrico. A palavra "bullying" ainda é pouco conhecida do grande público. De origem inglesa e sem tradução ainda no Brasil, é utilizada para qualificar comportamentos agressivos no âmbito escolar. Os atos de violência (física ou não) ocorrem de forma intencional e repetitiva contra um ou mais alunos que se encontram impossibilitados de fazer frente às agressões sofridas. Tais comportamentos não apresentam motivações específicas ou justificáveis. Em última instância significa dizer que, de forma "natural", os mais fortes utilizam os mais frágeis como meros objetos de diversão, prazer e poder com o intuito de maltratar, intimidar, humilhar e amedrontar suas vítimas.
As consequências do bullying são as mais variadas possíveis e dependem muito de cada indivíduo, da sua estrutura, vivências, pré-disposição genética, da forma e intensidade das agressões. No entanto, todas as vítimas, sem exceção, sofrem com os ataques de bullying (em maior ou menor proporção). Muitas levarão marcas profundas provenientes das agressões para vida adulta, e necessitarão de apoio psiquiátrico e/ou psicológico para a superação do problema. Os problemas mais comuns são: desinteresse pela escola; problemas psicossomáticos; problemas psíquicos/comportamentais como transtorno do pânico, depressão, anorexia e bulimia, fobia escolar, fobia social, ansiedade generalizada, entre outros. O bullying também pode agravar problemas pré-existentes, devido ao tempo prolongado de estresse a que a vítima é submetida. Em casos mais graves, podemos observar quadros de esquizofrenia, homicídio e suicídio.

5) Depressão
Não é apenas uma sensação de tristeza, de fraqueza ou de "baixo astral". É muito mais do que se sentir triste ou ficar de luto após uma perda, por exemplo. A depressão é uma doença de corpo como um todo (tanto como hipertensão arterial, a diabetes ou as doenças cardíacas) que afeta o humor, os pensamentos, a saúde e o comportamento. Estima-se que 10% da população mundial sofram de uma doença depressiva em algum período de sua vida.
O quadro clínico da depressão pode apresentar os seguintes sintomas:
- Tristeza persistente, ansiedade ou sensação de vazio;
- Sentimentos de culpa, inutilidade e desamparo;
- Insônia terminal (ocorre o despertar 3 a 4 horas da manhã) ou excesso de sono;
- Perda de apetite e do peso, ou aumento do apetite e ganho de peso;
- Fadiga e sensação de desânimo;
- Irritabilidade e inquietação;
- Dificuldade para concentrar-se e recordar;
- Dificuldades em tomar decisões;
- Sentimentos de desesperança e pessimismo;
- Ideias ou tentativas de suicídio;
- Dores crônicas que não correspondem aos tratamentos convencionais;
Perda de interesses por atividades que anteriormente despertavam prazer, incluindo-se atividades profissionais, sexuais ou mesmo lazer.
Mais de 85% daquelas pessoas que sofrem de depressão podem ser ajudados através de tratamentos adequados. O tratamento reduz a dor e o sofrimento causados pela depressão. Bem aplicado elimina os sintomas e permite que o paciente volte à vida normal. A precocidade do tratamento é fundamental para o sucesso terapêutico.

6) Transtorno de personalidade borderline
Também é um transtorno de personalidade (estrutural). Pessoas borderlines apresentam um padrão comportamental de instabilidade afetiva e interpessoal (apaixonam-se e desapaixonam-se rapidamente, buscam parceiros o tempo todo ou fazem dos parceiros a razão do seu viver), apresentam grande impulsividade e hipersensibilidade, são extremadas, não suportam o abandono (real ou imaginário), têm episódios de automutilação (se cortam, se queimam, se machucam), possuem sensação de vazio crônico, explosões de raiva totalmente inapropriadas e por qualquer motivo, e não têm senso de identidade consistente (não têm muita percepção de quem são). Acomete três vezes mais pessoas do sexo feminino que do masculino. Muitas pessoas com personalidade borderline já tentaram suicídio por mais de uma vez e é comum estarem envolvidas em confusões e consumo de drogas, terem libido exacerbada e levarem uma vida totalmente errática.

7) Transtorno bipolar
O transtorno bipolar do humor se caracteriza pela alternância de episódios de euforia e episódios de depressão, com épocas de normalidade nos intervalos. Em geral, os episódios se repetem a intervalos menores com o passar dos anos. Alguns pacientes apresentam mais períodos de depressão do que de euforia, enquanto outros, mais euforia do que de depressão.
Na euforia, existe uma exaltação do humor, com aumento de energia de forma desproporcional ou sem relação com eventos da vida. O paciente se irrita facilmente ("pavio curto") e o fluxo das ideias está acelerado. Familiares e pessoas à sua volta percebem claramente esta mudança de humor que, quase sempre, ocorre de maneira abrupta. O paciente não percebe que algo está errado. Atribui a mudança de humor a fatores situacionais, opondo-se aos argumentos médicos e familiares.

Profª Marcia Gil de Souza
Coordenadora Pedagógica

terça-feira, 26 de abril de 2011

A Tragédia de Realengo, a Justiça e a Não Violência

Colegas,li este artigo e desejei compartilhá-lo no blog. Segue abaixo.

Publicado por Milton Tavares Campos em Segurança Pública

Após ver o noticiário pela TV da chacina que um jovem de nome Welington, da periferia da Cidade do Rio de Janeiro, fez com adolescentes, seus vizinhos e frequentadores da mesma escola em que ele estudou, fico vendo os jornalistas totalmente perdidos ao tentarem explicar ou comentar a tragédia.
Busca-se um culpado fácil que não é encontrado, e aí ficam dando voltas, perdidos no meio do sensacionalismo e da exposição do desespero das mães, pais, irmãos, parentes, vizinhos. As autoridades totalmente perdidas sem saber o que fazer ou o que falar. Da mesma forma as religiões e a mídia, que são os grandes formadores de valores e ideologias. A prova desta desorientação geral foi o resultado inesperado do “Plebiscito do Desarmamento”, realizado em 23 de outubro de 2005, quando o povo brasileiro disse NÃO ao desarmamento unilateral e incondicional. Talvez neste assunto a opinião da maioria silenciosa possa ser esclarecedora e por isso resolvi dar a minha.
Há alguns dias tive a curiosidade de assistir um “filme de ação”, com Bruce Willys. É totalmente impressionante a indústria da carnificina. Mata-se dezenas, centenas, como se fosse uma brincadeira ou um esporte, a técnica de atirar rápido, ter boa pontaria e bons reflexos, além de contar com uma proteção sobrenatural que todo mocinho precisa. O que é mais importante nesses “filmes de ação” é que os caras depois de matarem adoidado voltam para sua bucólica cidadezinha americana onde vivem em paz com suas famílias, pelo menos até que outra missão de aventura os atraia.
Vocês não acham que estes rebeldes sem causa acabam influenciando jovens sem referência como Welington, que protagonizam estas tragédias em Realengo, Columbine e Virginia Tech? Outro dia na academia onde faço natação, eu estava no vestiário escutando as conversas dos frequentadores dos cursos de artes marciais e fisiculturismo, e percebi a força desta ideologia da violência, difundida tanto no cinema quanto na TV, e principalmente nos vídeo games.
Ao ver o noticiário real fico vendo a facilidade com que os países da OTAN, EUA, França, Inglaterra e outros, têm para bombardear a Líbia, uma situação que, fora o petróleo que lhes interessa, não lhes diz respeito diretamente. Fico pensando: como é fácil decidir matar e mais fácil ainda executar a decisão. Basta que Sarkozy ou Obama autorizem pelo telefone o pedido de um comandante militar para que as frotas marítimas, com Porta-aviões, destróieres, encouraçados e submarinos se desloquem, e que os aviões levantem vôo para despejar toneladas de bombas em cima de alvos nem sempre muito precisos ou claros. É evidente que muitos inocentes, ou seja, pessoas que não tinham nada a ver com o assunto, perdem as vidas. Se eu tiver que definir o que é terrorismo, uma palavra tão banalizada pelas superpotências que dominam o mundo através da OTAN e do Conselho de Segurança da ONU, eu diria: “é matar inocentes”. E quem mata mais inocentes que a indústria da guerra chamada OTAN?
De certa feita, quando estava em andamento a Revolução Argelina (1956-1962) contra o colonialismo francês, estando o líder revolucionário Mohamed Ben Bella preso em Paris, e contando com forte apoio da opinião pública mundial, os militares franceses resolveram apresentar o líder rebelde para uma coletiva de imprensa. Quando uma jornalista francesa perguntou a Ben Bella se era verdade que os rebeldes utilizavam barrigas de mulheres grávidas para transportar bombas em Argel, ele respondeu: “Pedimos desculpas por não termos aviões”.
Voltando para hoje, sabemos que o mundo todo ficou chocado com o atirador Welington que deu dezenas de tiros dentro da escola de Realengo, atingiu 24 e matou 12 adolescentes. Pois bem, ninguém pode questionar um bombardeio da OTAN que segundo o bispo de Trípoli matou 40 civis inocentes, ou seja, pessoas que não tinham nada a ver com a guerra. Quando nós nos curvamos diante da violência injusta dos poderosos que matam dezenas, centenas, milhares, pelo petróleo que ambicionam, nós estamos escolhendo uma escala de valores que é divulgada pelos Rambos, pelos Arnold Schwarzenegger, considerados diretores e atores de grande sucesso em Hollywood. Este último foi eleito por duas vezes governador da Califórnia, um dos estados mais importantes dos Estados Unidos, e foi nomeado duas vezes pela influente revista “Time” como uma das cem pessoas que ajudaram a moldar o mundo. Certamente que no fundo do inconsciente do jovem de Realengo os peritos irão encontrar as digitais do Schwarzenegger.
Causas psicológicas à parte, como evitar que novas tragédias como a do Realengo ocorram? Me lembro que em um atentado em Tel Aviv em que um homem entrou em um mercado atirando a esmo, a matança só foi contida quando um civil armado o alvejou e matou. Da mesma forma em Realengo foi uma pessoa armada que alvejou o atirador e certamente salvou muitas outras vidas. Não interessa se essa pessoa armada era civil ou policial, se estava ou não de serviço naquele momento. O que interessa é que alguém com valores de Justiça se valeu da Violência para deter o agressor e salvar vidas humanas.
Alguém, cujo nome não me recordo teve a imensa lucidez e coragem de dizer que a verdadeira Não Violência só será conquistada quando os justos forem violentos e monopolizarem o uso das armas. Se os justos desconhecerem a existência das armas, estas cairão na mão dos injustos. É preciso que os justos sejam violentos para conter a violência dos injustos.
Se quisermos um mundo de Justiça e Não-violência é preciso que nos transformemos em pessoas justas interiormente, mas não podemos desconhecer a existência das armas e da violência, precisamos garantir o uso Justo e Não-violento delas, e isto vale tanto para indivíduos quanto para os países.
Fundação educacional e cultural metropolitana de Belo Horizonte

Enviado por profª Marília Gil de Souza
Curso G9

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Bullying

Partilho com todos uma leitura que fiz sobre bullying. Devido à enorme problemática que ele representa nas escolas, devemos nos alimentar desse assunto, para estarmos cada vez mais preparados para lidar com ele.

Gazeta de Cuiabá, 11/04/2011 - Cuiabá MT
Bullying, mortal para quem o sofre
Francisca Romana Giacometti Paris
Vítima constante de apelidos humilhantes e gozações inadequadas durante toda a infância e adolescência, um jovem aluno, de 18 anos, entra na escola onde estudava e, com um revólver calibre 38, faz vários disparos, ferindo oito pessoas, e se suicida em seguida. Esse triste fato aconteceu em 2004, na cidade de Taiuva, no interior de São Paulo. Passados sete anos, em abril de 2011, um jovem ex-aluno entra na escola onde cursou parte do Ensino Fundamental e com dois revólveres, calibre 32 e 38, faz muitos disparos, ferindo e matando vários alunos para suicidar-se em seguida, após a intervenção de um policial militar.

Esses trágicos acontecimentos, felizmente, não são comuns na realidade brasileira, porém sua natureza nos leva à perplexidade e angústia. Assim, interrogamo-nos: por que esses jovens escolheram suicidar-se em um cenário em que outros, sem culpa pela sua decisão, precisam morrer com eles? Por que voltar à escola e provocar a morte de inocentes? Certamente as respostas não são evidentes e nem singulares; todavia há uma possibilidade para tão bárbara determinação: trata-se de pessoas gravemente perturbadas mentalmente, portadores de males que lhes tiram a percepção da realidade.

Diante da violência praticada nos episódios de 2004 e 2011 há, entre outras, uma questão que merece reflexão: os dois jovens eram introspectivos, de pouco ou nenhum relacionamento. E, segundo relatos da mídia, sofreram bullying durante a vida escolar. As pessoas vitimizadas por bullying não alcançam a solidariedade imediata das escolas. Há poucos dias, uma cena gravada ganhou contornos midiáticos por conta do efeito YouTube: um rapaz australiano obeso, farto de ser vítima de bullying na escola, resolveu reagir e agredir com violência quem o insultava. O vídeo se tornou sucesso na internet e só então foi notado e discutido pelos educadores da escola.

Quando se trata de um jovem adolescente, a negação dos pares causa muito sofrimento, uma vez que, para construir sua autonomia, é preciso o "rompimento simbólico" das referências familiares, principalmente em relação aos pais, e a aquisição de outras referências que são exclusivas de seu grupo. Nessa direção, não ser aceito ou sofrer humilhação dos elementos do grupo pode significar a impossibilidade de se tornar autônomo, crescer, fazer escolhas e tomar decisões independentes. Em outras palavras, se ele não existe para seu grupo, não existe para ninguém, inclusive para si mesmo.

O grupo, por sua vez, escolhe alguns membros e os elege como "vítimas sacrificiais", são os "bodes expiatórios" nos quais o grupo projeta as limitações e imperfeições dos demais elementos. Isso para que o grupo sobreviva. As pessoas todas, sem exceção, vivem conflitos grupais e o único meio de se livrarem desses conflitos é escolher um bode expiatório e depositar nele suas frustrações. Se tal procedimento é vital ao grupo, torna-se mortal para quem o sofre. Não estou aqui para fazer a defesa dos jovens que cometeram os bárbaros disparos nas duas escolas, mesmo porque não conseguimos vislumbrar qualquer justificativa possível. Todavia, não podemos esquecer que os dois jovens violentos foram alunos daquelas escolas. Talvez pelo fato de serem "silenciosos", não foram motivo de discussão ou atenção nas reuniões de conselho de classe, uma vez que ficavam quietos em seus cantos, sem incomodar o transcurso das aulas. Ou talvez, por serem distanciados de si mesmos e dos outros, não foram alvo de uma relação pessoal e mais presente de algum educador.

É simplificar demais, mas, sendo professora, faço-me uma pergunta: será que tais barbáries tiveram, para eles, o objetivo de manifestar uma dor insuportável? Queriam ser reconhecidos como colegas abarbarados e temidos? Queriam ser notados? Gostariam de ser chamados pelo nome e não pelo número? Desejariam ter um olhar educador que os reconhecesse como de fato eram e não como o grupo os definia? Termino sem respostas, citando Bertolt Brecht: "A árvore que não dá fruto / É xingada de estéril. / Quem examinou o solo?/ O galho que quebra / É xingado de podre, mas não haveria neve sobre ele? Do rio que tudo arrasta / se diz que é violento / Ninguém diz violentas / as margens que o cerceiam".

Postado por Marcia Gil de Souza
Coordenadora Ensino Médio/PV

quarta-feira, 6 de abril de 2011

VOCÊ SABE OUVIR ?

Como você vem se comunicando na empresa, em casa e com seus amigos? Consegue ser entendido? Consegue entender o que te solicitam? É claro no que fala? Atende com qualidade os que o solicitam?
Na comunicação, ouvir é fundamental.
EU PRECISO ENTENDER PARA ATENDER
No processo de comunicação, o emissor é responsável por 50% do sucesso da mensagem transmitida, e o receptor os outros 50%.
Não espere pelo outro para que o processo de comunicação seja eficaz. Faça a sua parte. Garanta o entendimento. Quem não entende não atende.
Você é um bom ouvinte?
Se for, tem grandes chances de estabelecer uma boa comunicação.
Faça o teste a seguir e valide sua percepção.

VOCÊ SABE OUVIR?

1 – Para ouvir, você mantém postura firme defronte a quem vai lhe falar assegurando um ambiente favorável?
( ) Geralmente
( ) Às vezes
( ) Raramente
2 – Para escutar você observa quem fala?
( ) Geralmente
( ) Às vezes
( ) Raramente
3 – Decide, julgando pela aparência e maneira de falar do interlocutor, se o que ele tem a dizer vale a pena ou não?
( ) Geralmente
( ) Às vezes
( ) Raramente
4 – Escuta procurando principalmente ideias?
( ) Geralmente
( ) Às vezes
( ) Raramente
5 – Enquanto ouve você, se deixa levar pelas suas tendências e as justifica perante o que diz o outro?
( ) Geralmente
( ) Às vezes
( ) Raramente
6 – Você presta atenção a quem está lhe falando?
( ) Geralmente
( ) Às vezes
( ) Raramente
7 – Ouvindo uma opinião com a qual não concorda, você interrompe imediatamente quem lhe fala?
( ) Geralmente
( ) Às vezes
( ) Raramente
8 – Antes de emitir sua opinião sobre alguma coisa que ouviu, você procura certificar-se de que compreendeu o que lhe foi dito?
( ) Geralmente
( ) Às vezes
( ) Raramente
9 – Sentindo que as suas convicções estão sendo abaladas pelo que ouve, você trata de “se desligar”?
( ) Geralmente
( ) Às vezes
( ) Raramente
10 – Você procura conscientemente avaliar o real significado da mensagem que ouve?
( ) Geralmente
( ) Às vezes
( ) Raramente
Chave de correção:
Questões 1-2-4-6-8-10
Geralmente – 10 pontos
Às vezes – 05 pontos
Raramente – 0
Questões 3-5-7-9
Geralmente – 0 pontos
Às vezes – 05 pontos
Raramente –10
Resultado:
0 a 70 – Você tem maus hábitos de audição
75 a 85 – Ouve bem, mas pode melhorar
90 a 100 – Parabéns, você é um ótimo ouvinte

SABER OUVIR
A capacidade de ouvir ativamente é fundamental para se conseguir boas comunicações. Aqui estão alguns pontos que podem ajudar as pessoas a serem melhores ouvintes. Alguns podem parecer muito simples e óbvios, mas pergunte-se constantemente, à medida que você for lendo estas dicas: “Quão frequentemente as pessoas com quem convivo, profissional e pessoalmente, tomam tais cuidados? Quão frequentemente eu próprio me preocupo com tais pormenores?”.

PARE DE FALAR – Você não poderá ouvir enquanto estiver falando;
COLOQUE-SE NO LUGAR DO OUTRO - Procure colocar-se no lugar do outro para poder sentir onde ele está querendo chegar;
PERGUNTE QUANDO NÃO ENTENDER - Ou quando necessitar de esclarecimentos adicionais, e também quando desejar mostrar que está escutando;
NÃO SEJA APRESSADO - Não interrompa a outra pessoa, dê-lhe tempo para dizer aquilo que tem a dizer;
CONCENTRE-SE NO QUE ELE ESTÁ FALANDO - Focalize sua máxima atenção no que o outro estiver dizendo. Procure a mensagem
DÊ SINAIS DE QUE VOCÊ ESTÁ OUVINDO - Utilizando formas verbais e não verbais de comunicação;
CONTROLE SUAS EMOÇÕES – Elas podem constituir sérias barreiras à comunicação eficaz;
COMPARTILHE DA RESPONSABILIDADE PELA QUALIDADE DA COMUNICAÇÃO – Somente uma parte da responsabilidade pertence ao emissor. Você é o ouvinte e, como tal, desempenha um papel importante dentro do processo. Mostre ao outro que você está ouvindo;
REAJA ÀS IDEIAS E NÃO À PESSOA – Não permita que suas reações à pessoa influenciem no julgamento do que ela diz. As ideias podem ser boas, não obstante sua impressão sobre a pessoa;
NÃO “DISCUTA MENTALMENTE” – Quando você está procurando entender outra pessoa, é sempre problemático “discutir” com ela mentalmente, à medida que ela vai falando. Isto estabelece uma barreira entre você e o orador;
USE A DIFERENÇA ENTRE AS VELOCIDADES DE PENSAR E DE FALAR – Você pode pensar mais rápido do que fala. Use esta diferença em sua vantagem para permanecer no rumo certo, preparar o que vai dizer enquanto fala, pensar naquilo que a outra parte já disse e avaliar o desenvolvimento da comunicação. A diferença é falar entre 100 a 150 palavras por minuto e pensar entre 250 a 500 palavras por minuto;
“OUÇA” AQUILO QUE NÃO FOI DITO – Por meio de uma “audição ativa” pode-se captar muitas coisas além do que a pessoa está dizendo (ou seja, ouvir “nas entrelinhas”);
OUÇA COMO ALGO É DITO – Frequentemente concentramo-nos tão profundamente naquilo que é dito, que nos esquecemos da importância das reações emocionais e das atitudes relacionadas àquilo que foi dito. As atitudes e reações emocionais do emissor podem ser mais importantes para a compreensão da mensagem do que aquilo que está dito em palavras;
NÃO ANTAGONIZE O EMISSOR – Você pode, antagonizando-o, fazer com que ele esconda suas ideias, emoções e atitudes;
EVITE INFERIR SOBRE O EMISSOR – Evite inferir que o emissor não o encara porque está mentindo, que está tentando embaraçá-lo, que está distorcendo a verdade porque não concorda com o que você pensa, que está mentindo porque interpretou os fatos de forma diferente da sua, que é amoral porque está procurando convencê-lo a concordar com seus pontos de vista, que é inflamado porque se entusiasmou na apresentação de suas opiniões, etc. Inferências como estas podem afetar seu julgamento e compreensão do que está sendo dito;
EVITE CLASSIFICAR O EMISSOR – Muito frequentemente enquadramos uma pessoa dentro de determinado estereótipo. Agindo assim, nossa percepção daquilo que ele diz ou do que ele quis dizer fica condicionada ao que sentimos pelas pessoas classificadas nos estereótipos. Às vezes, essa classificação nos ajuda a conhecer as pessoas e a entender suas inclinações, mas, certamente, devemos estar cientes de que as pessoas são diferentes e que não podem ser estereotipadas;

EVITE JULGAMENTOS PRECIPITADOS – Espere até que todos os fatos sejam colocados antes de fazer qualquer julgamento;

RECONHEÇA SEUS PRÓPRIOS PRECONCEITOS – Procure estar seguro de sua imparcialidade com relação ao
Você conhece quais são os principais ruídos no processo de comunicação?

RUÍDOS
É identificado na comunicação humana como o conjunto de barreiras, obstáculos, acréscimos, erros e distorções que prejudicam a compreensão da mensagem em seu fluxo “emissor x receptor” e vice versa.

PRINCIPAIS RUÍDOS NA COMUNICAÇÃO
 Ausência de identificação entre o emissor e o receptor, com percepções e reações diversas sobre uma mesma mensagem e seu conteúdo.
 Mensagem mal estruturada, seja no uso inadequado de códigos, seja no emprego deficiente de canais.
 Deformação do conteúdo da mensagem durante o processo de sua transmissão entre a fonte e o destinatário.
 Omissão de detalhes importantes da mensagem em nome de falsa objetividade ou comodidade.
 Deformações nos modos de falar, escrever, ouvir e ler, tanto do emissor como do receptor.
 Problemas de ordem pessoal entre emissor e receptor e vice-versa, prejudicando a boa assimilação da mensagem veiculada.
 Manifestação de boatos.
 Ausência de tempo hábil para codificar e decodificar a mensagem, prejudicando sua compreensão.
 Sobrecarga ou, ao contrário, escassez de informações durante a transmissão da mensagem.

FATORES PARA SE COMUNICAR COM PROVEITO
- As palavras e frases usadas:
o Devem ser simples
o Devem ser claras
o Devem ser espontâneas .
- A maneira de transmitir:
o Atenciosa (atenção centrada/simpatia)
o Com sinceridade (pautada na verdade/fatos)
o Gerando confiança
o Sem afetação
o Com gesticulação (o corpo fala)
o Com dosado tom de voz e inflexões de acordo com o assunto em questão.

A comunicação possibilitará:
- Desenvolvimento de VISÃO DE FUTURO e definições de ESTRATÉGIAS.
- Definição clara dos OBJETIVOS e PRINCÍPIOS propostos.
- ALINHAMENTO do pessoal à FILOSOFIA e OBJETIVOS COMUNS.
- CAPACITAÇÃO e DESENVOLVIMENTO dos colaboradores.
- Ampliação de COMPETÊNCIAS HUMANAS.
- Formação e Consolidação de EQUIPES.
- Obtenção dos RESULTADOS contratados.
Profª Maria Lúcia Rodrigues Corrêa - Doutora em Administração pela Universidade FUMEC. Mestre em Administração pela FPL. Psicóloga pela UFMG com especialização em psicologia organizacional.
Artigo enviado pela professora Silvânia
Português

domingo, 27 de março de 2011

A busca pela disciplina na sala de aula

ENTRE A PALMATÓRIA E A MORAL

Fim dos castigos físicos nas escolas brasileiras foi lento e precedido de intensos debates entre educadores, médicos e pais.
Empregados em larga escala nas escolas brasileiras, os castigos físicos só começaram a ser questionados na segunda metade do século XIX. Em seu lugar entrariam em cena outras formas de controle disciplinar, os castigos morais.
A mudança, entretanto, não ocorreu sem tensões. A partir de 1850 foram vários os debates sobre as formas de punição mais apropriadas. Essa longa discussão envolveu professores, educadores, funcionários do governo, os pais dos alunos e, sobretudo, os chamados médicos higienistas, que escreveram teses sobre educação. Esses médicos desenvolveram uma série de propostas sobre como os médicos poderiam atuar na regulação dos costumes e da vida social em geral, sendo a escola um de seus alvos principais.
Sob a ótica da lei, os castigos físicos eram proibidos. Na primeira lei geral do ensino do Império, de 1827, essa forma de punição aos alunos não era prevista, mas era praticada sem restrições, embora houvesse divergências entre educadores e professores sobre sua eficácia. O Regulamento de 1854 propunha a substituição dos castigos físicos por outras formas de punição como repreensão oral, realização de tarefas fora do horário escolar, advertência escrita enviada aos pais e expulsão da escola.
Muitas famílias, no entanto, desejavam que a escola mantivesse os castigos físicos como punição a seus filhos, devendo portanto enviar consentimento por escrito. Professores também insistiam na manutenção desta prática, o que os deixava em frequentes atritos com os órgãos públicos. Teses científicas, como a do médico Augusto Alvarez da Cunha, ainda procuravam legitimar a eficiência dos castigos.
Percebe-se, porém, uma sensível mudança na postura das famílias brasileiras nos anos finais do século XIX. Muitas eram as queixas enviadas à Inspetoria de Instrução e aos delegados de ensino por famílias indignadas com os castigos praticados nas escolas. Os jornais também eram usados como palanque para tais queixas. O governo, com vistas a eliminar professores que insistiam em mantê-los, passou a incluir o tema nas provas de seleção para o magistério com perguntas sobre “a forma de punição mais conveniente” e a punir severamente os profissionais denunciados por prática de castigos físicos.
Mais de um século se passou desde que as primeiras ações efetivas do Estado foram executadas no intuito de eliminar os castigos da prática pedagógica. As leis se tornaram, desde então, ainda mais severas. Esperamos que tais práticas tenham sido eliminadas.
Num momento em que a questão da disciplina discente ocupa espaço central nas reflexões da comunidade escolar, é necessário que se discutam novos caminhos para atingi-la, e que se entenda que esse “problema” não surgiu na atual geração de alunos e que as “soluções” não são estanques, pois acompanham a dinâmica do tempo histórico.

Artigo enviado pelo prof. Thiago
História

domingo, 20 de março de 2011

Características dos Adolescentes

“Ser professor é passar horas e horas pensando em cada detalhe daquela aula que, mesmo ocorrendo todos os dias, é única e original...”
E foi à procura desse detalhe que ao manusear livros e mais livros em busca de um texto para elaborar uma prova, deparo-me com este título Entre maritacas e sabiás. Achei-o um pouco estranho, mas por que não me certificar da criatividade do autor ao desenvolvê-lo?
Assim, comecei a leitura, e, à medida que a avançava, verificava que a essência do cenário descrito fazia parte do meu dia a dia.
Não tinha outra saída, ali estava o texto que eu procurava.

.Entre maritacas e sabiás

Texto I
[...] É uma excursão. O ônibus está lotado. Seu itinerário o leva pelos mais fascinantes cenários. Passa pelos sopés de montanhas, atravessa florestas de árvores gigantescas, cruza planícies verdes cheias de animais, margeia cenários paradisíacos ao longo das praias, atravessa rios cristalinos... A viagem chega ao fim. Saem os excursionistas. Adolescentes. Gastaram todos os filmes de suas câmeras fotográficas. Reveladas as fotos, vem o espanto: nenhuma foto do cenário. Para dizer a verdade, o ônibus permaneceu com as cortinas fechadas o tempo todo. As fotografias são, todas elas, fotografias de adolescentes sorridentes.
Notei que, para os adolescentes, não importa o lugar para onde vão. Os olhos deles não veem cenários. O lugar é apenas o cenário aonde a turma vai se encontrar para representar a mesma peça que era representada na cidade de origem. Os adolescentes jamais desembarcaram deles mesmos. Os seus olhos registram uma coisa apenas: a turma. Na verdade, não é bem a turma. Seus olhos registram: “eu-na-turma”.
Para isso há uma explicação [...]. Todos nós temos uma profunda necessidade de reconhecimento. É preciso que o outro me olhe e que eu sinta que o seu olhar está dizendo: “Gosto de você. É bom que você exista”. [...]
[...] Se vocês prestarem atenção, perceberão que as relações entre os adolescentes, reduzidas à sua condição mínima, se resumem em: “Me vejam, me vejam, me vejam”. Essa é a razão por que se comportam como maritacas, todos gritando ao mesmo tempo. Não suportam ficar longe dos olhos dos outros. Longe dos olhos, agarram o telefone. A substância das conversas entre os adolescentes, ao telefone, não é aquilo que eles dizem, mas o fato de que há alguém que ouve. Longe dos olhos dos outros, eles se sentem perdidos. Nada mais terrível para um adolescente que passar um fim de semana no sítio paradisíaco dos pais, na tranquilidade da natureza, na beleza dos jardins, no gozo das mordomias  sozinho.
[...] Para essa doença não há remédio. Ela se cura com o tempo.
(Campinas-SP: Papirus, 2008. p.38-40)

Texto II
Quando saio a andar de manhã cedo passam por mim bandos de adolescentes indo para a escola. Já consigo identificar os grupos, que vão alegremente maritacando suas coisas, na leve felicidade de pertencer a uma turma. Falam sobre beijos [...], festas.
Esses não me comovem. Comovem-me aqueles que estão sempre sozinhos. São diferentes. Na roupa, no corpo, no jeito de olhar fixado no chão. Não têm estórias nem de beijos nem de festas para contar. Comovo-me com eles porque eu também já fui assim. Fui um solitário na minha adolescência. Menino de cidade pequena do interior de Minas, minha família mudou-se para o Rio de Janeiro. E meu pai cometeu um grande erro, movido pelo desejo sincero de me dar o melhor: matriculou-me num dos colégios da elite carioca [...]
Albert Camus diz que ele sempre havia sido feliz até que entrou no Liceu. No Liceu, ele começou a fazer comparações. Eu poderia ter escrito a mesma coisa. Ali, eu me descobri motivo de risos dos outros. Eu falava devagar e cantado, dizia “uai” e falava os “erres” de carne e mar como falam os caipiras, torcendo a língua. Também os meus jeitos de vestir eram jeitos de caipiras. E o dinheiro que levava comigo era dinheiro de pobre. E os clubes que eles frequentavam não eram o meu  eu não frequentava clube algum. Claro que jamais fui convidado para as festinhas e, se tivesse sido convidado, não teria ido. E também jamais convidei um colega para ir à minha casa. Tinha medo que minha casa fosse casa pobre demais.
É isso que eu gostaria de dizer aos adolescentes solitários, sem turma, sem festas, sem estórias de beijos e amores para contar, as noites de sábado em casa, o telefone em silêncio: vocês são meus companheiros. Eu andei pelos caminhos em que vocês andam.
Mas sou agradecido à vida por ter sido assim. Porque foi em meio ao sofrimento dessa terrível solidão que tratei de produzir minhas pérolas. “Ostra feliz não faz pérola.” Comecei então a andar sozinho pelos caminhos onde os outros adolescentes não iam: a música, a arte, a literatura, a poesia, a filosofia. Andando por esses caminhos, descobri aqueles que pareciam comigo. [...]
E foi então que comecei a olhar para as maritacas com um certo sentimento de superioridade. [...] O fato é que, compensação ou não, a partir daí, as alegrias que tive nas produções da minha solidão foram maiores que as tristezas da minha condição de adolescente solitário. A solidão passou a ser, para mim, uma fonte de alegria. Eu não precisava gritar como maritacas para ser ouvido.
As maritacas gritam, e todos as ouvem, mesmo sem querer. Mas o canto do sabiá solitário, ao final da tarde, em algum lugar da floresta, faz todo mundo se calar para poder ouvir... Isso eu lhes digo, solitários: há muita beleza escondida na sua tristeza. Não tenham dó de si mesmos. Tratem de usar o martelo e o cinzel...
(Idem, p. 43-6.)

Enfim, concluí a prova, e numa manhã de terça-feira, 10/11/2010, linda por sinal, os alunos começam a fazê-la. Lá fora, “as maritacas” aplaudem e vibram um gol feito. “As maritacas, professora!” e voltam a fazer a prova.
Após algum tempo, o silêncio toma conta do espaço onde estamos, e, ao longe, um sabiá canta. Alguns alunos, atentos, levantam a cabeça e me olham, querendo dizer: “ouça, professora, o sabiá solitário canta!”
E eu leio em seus olhos: entendi tudo, professora!
E nós, professores, temos entendido o canto de nossas maritacas e de nossos sabiás?
Profª Tereza

Os dois textos integram a obra E aí?  Cartas aos adolescentes e aos seus pais, do psicanalista, educador, teólogo e escritor brasileiro Rubem Alves.

Postado pela profª Tereza Francisca de Siqueira Montalvão
Professora de Língua Portuguesa do Curso G9

sexta-feira, 18 de março de 2011

A Importância da Avaliação Física na Criança e no Adolescente em Fase Escolar

Este artigo vai ao encontro a proposta da Educação Física do curso G9.Foram feitas avalições em todos os alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental,com o propósito de passar para eles a importância da avaliação física para seu desenvolvimento e acompanhamento anual.
Artigo postado pela Profª Valencia de Educação Física.

sábado, 12 de março de 2011

Meditação e Relaxamento

Colegas, neste ano de 2011 iniciamos um processo de desenvolvimento da nossa capacidade de relaxamento, meditação e alongamento. Toda a escola está envolvida com isso, alunos, professores, funcionários, diretores, coordenadores...
Vale a pena, portanto, refletirmos sobre os benefícios dessa verdadeira terapia.

TAI + CHI + CHUAN
TAI - Nobreza de sentimentos
Equilíbrio
Magnanimidade
CHI - Força de vontade
Persistência
Resistência à adversidade
CHUAN - Agilidade
Rapidez
Flexibilidade (nas dificuldades)

DEFINIÇÃO E ORIGEM
É uma forma de meditação e movimento com mais de mil anos de história. Originou-se da filosofia taoísta, combinada com a arte marcial para fins de longevidade e conscientização cósmica, harmonização universal, saúde física e defesa pessoal. Evoluiu, de simples exercícios para fortalecer o corpo, para uma forma de auto-defesa.
Hoje, jogando e dançando em diversos países, é procurado como um método singular de preservação de juventude e saúde.

BENEFÍCIOS
Equilíbrio psico-somático - fortalece o corpo, movimentando simultaneamente todas as suas partes. A pessoa torna-se mais ágil e leve, com movimentos suaves e calmos. O corpo ganha nova estabilidade. Relaxa e acalma os nervos. Elimina pensamentos negativos. Ajuda no tratamento de doenças mentais. Promove a paz mental.
Conserva ou restaura a juventude e aplica a terapêutica para diversas doenças, tais como - doenças do coração, anormalidade de pressão, inflamação nas juntas, etc. O motivo é que sua prática melhora a circulação, chegando a sua influência até a extremidade dos nervos.
Melhora a memória e o raciocínio. Sua finalidade é promover a paz interior a toda hora, criando uma vida real e feliz.
Sua prática torna a pessoa mais pacífica consigo mesma e com o mundo.

Boa meditação a todos,
Um abraço,
Profª Valência
Educação Física

quinta-feira, 10 de março de 2011

Semana do Curso de Letras - FEPI - Itajubá

Colegas e seguidores, a profª Bruna nos enviou a programação da Semana de Letras (SELETRAS) da FEPI, que está simplesmente ótima este ano, conforme avaliação da própria Bruna. Teremos a participação da Diretora Maria Aparecida Fernandes, ministrando um minicurso sobre Adélia Prado, e a participação da profª Bruna, reapresentando em forma de palestra o seu Trabalho de Conclusão de Curso. Seria muito interessante prestigiarmos nossos colegas. Segue o convite a toda a comunidade escolar, inclusive aos pais de alunos.
Deixo abaixo a programação:

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A PALAVRA

Outro dia lendo um artigo sobre a”palavra” do professor Edson Gonçalves Ferreira achei que seria interessante refletirmos sobre o assunto.
Inspirado na obra de Ziraldo “Menino Maluquinho”, em determinado momento, ele questiona:
_ “ Não sei porque as palavras têm masculinas e femininas. Palavra não tem sexo!”
Aí, fiquei pensando e agora?:
Nós temos uma mulher que subiu a rampa do Planalto e, então, segundo o dicionário, existe o feminino de presidente. O feminino é presidenta. Já perguntaram para Dilma se ela quer ser chamada de “a presidente” ou “a presidenta”. Segundo consta, ela aceitará as duas formas. Tudo bem.
Esquecendo de lado a gramática, creio que as mulheres precisam valorizar o seu poder. De fato, existe discriminação até no linguajar. Acho estranho chamar uma diretora de diretor, porque, afinal de contas, a maioria das diretoras de escolas são mulheres altamente competentes e deviam exigir o título de diretora mesmo ( como a diretora professora Maria Aparecida Fernandes o faz). Nada da bobagem de colocar abaixo do nome: fulana de tal- Diretor de...
E se você pensa que é só o caso de presidente/ presidenta, diretor/ diretora, está enganado (a). Veja, por exemplo, o caso de coronel cujo feminino é coronela; de general cujo feminino é generala. Soa estranho, soa e por quê? Porque esses cargos eram exclusivos do mundo masculino, atualmente, com competência, as mulheres os exercem. Nada mais justo que chamá-las da forma que elas quiserem, não é?
Já escuto alguém alegando que a Língua Portuguesa é difícil. Se compararmos com a Língua Inglesa – que é o que eu tenho por base por ser professora de Inglês _, é mesmo!
O engraçado é que , por exemplo, gente simples diz: “Ela é minha parenta” E pessoas “letradas” e da classe média riem e acham que essa pessoa errou. Não errou!!
O feminino de parente sempre foi parenta.O que falta mesmo é nós darmos mais valor nas palavras e pessoas “femininas”.
Quanto a Exma. Sra. Presidenta Dilma, podem escrever ou chamar Exma. Sra. Presidente Dilma, mas que ficará estranho, ah isso ficará!

Professora Patrícia Magalhães
Professora de Inglês - Curso G9

domingo, 6 de fevereiro de 2011

2011 – ANO INTERNACIONAL DAS FLORESTAS

Pessoal, o prof.Tommy nos presenteou com um texto excelente para aprofundarmos a reflexão sobre a Feira do Conhecimento deste ano, referente às florestas e à química.
Boa leitura a todos.

2011 é o Ano Internacional das Florestas. O objetivo é sensibilizar a sociedade para a importância da preservação das florestas para a garantia da vida no planeta.
Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, as florestas representam 31% da cobertura terrestre do planeta, servindo de abrigo para 300 milhões de pessoas de todo o mundo e, ainda, garantindo, de forma direita, a sobrevivência de 1,6 bilhões de seres humanos e 80% da biodiversidade terrestre.
Em pé, as florestas são capazes de movimentar cerca de $ 327 bilhões todos os anos, mas infelizmente as atividades que se baseiam na derrubada das matas ainda são bastante comuns em todo o mundo.
A idéia é promover, durante os próximos 12 meses, ações que incentivem a conservação e a gestão sustentável de todos os tipos de floresta do planeta, mostrando a todos que a exploração das matas sem um manejo sustentável pode causar uma série de prejuízos para o planeta.
Entre eles podemos citar:
- a perda da biodiversidade;
- o agravamento das mudanças climáticas;
- o incentivo a atividade econômicas ilegais, como caça de animais;
- o estímulo a assentamentos clandestinos;
- e ameaça à própria vida humana.

A IMPORTÂNCIA DAS FLORESTAS E A CONSCIENTIZAÇÃO DO MUNDO
O homem precisa satisfazer suas diversas necessidades, e para isso está sempre recorrendo à Natureza, retirando dela tudo aquilo que precisa. Para isso damos o nome de exploração.
Hoje, já sentimos as conseqüências da exploração indiscriminada dos recursos naturais no nosso dia-a-dia e temos conhecimento dos problemas enfrentados pelo planeta com tudo isso. Um dos maiores recursos naturais explorados pelo nosso país são as florestas.

A Exploração das Florestas
As florestas guardam uma grande riqueza em sua diversidade. Plantas e animais desconhecidos, madeira, minérios e outros recursos explorados fazem parte deste tesouro e são de grande interesse - principalmente econômico - para o homem.
A exploração leva à retirada da vegetação natural para a obtenção de madeira, usada pelas fábricas de móveis, pela indústria de papel e celulose ou para exportação. Com isso, a área devastada pode ser utilizada para a monocultura agrícola, para a formação de pastos, para criação de animais, e ainda explorada pela indústria mineradora.
Aos poucos, pela exploração descontrolada, as florestas vão desaparecendo. Animais e vegetais que poderiam ser utilizados pela Ciência e pela Medicina desaparecem, pois já não possuem mais seu habitat, os solos são compactados ou degradados pela erosão e os rios sofrem assoreamento devido à retirada da mata ciliar.
Precisamos, antes de tudo, repensar a importância que as florestas possuem em nossas vidas, assim como as áreas verdes em nossas cidades, e as conseqüências da real possibilidade de seu desaparecimento.
Precisamos pensar também na possibilidade de Exploração e Natureza poderem "conviver" de forma equilibrada sem causar danos maiores ao nosso ambiente e à nossa forma de viver.

Você sabia...
- que a Mata Atlântica cobria todo o litoral brasileiro (1 milhão de km2) e hoje está reduzida a apenas 4% do seu estado original?
- que a Floresta Amazônica brasileira representa 40% das reservas de florestas tropicais úmidas ainda existentes no planeta?
- que as queimadas contribuem para a emissão de grandes quantidades de gás carbônico na atmosfera, contribuindo para o efeito estufa?
- que as matas, além de diminuírem os riscos de erosão, contribuem também para a manutenção do ciclo hidrológico e da estabilidade climática?
- que as florestas tropicais possuem solos muito pobres e que a sua manutenção é realizada pela rápida reciclagem dos materiais em decomposição encontrados nestes lugares?

Agora você já tem muitos motivos para preservar o pouco que restas das nossas florestas. E em 2011 vamos cuidar das florestas, do meio ambiente … vamos cuidar de nós!
Prof. Tommy
professor de Física - Curso G9

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Reflexão sobre o primeiro dia de aula

Primeiro dia de aula
Quebrando o gelo...

João Luís de Almeida Machado Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).


A retomada do trabalho nas escolas segue um ritmo aparentemente comum a quase todas as instituições que conheço. O administrativo retorna logo depois da virada do ano para lidar com a papelada; o staff pedagógico vai voltando aos poucos, primeiro os diretores, depois os coordenadores e orientadores, para a composição dos planos e projetos para o novo ano que se inicia; os professores entram na roda apenas a partir dos últimos dez dias do mês de janeiro, para o planejamento pedagógico e reuniões com a direção.
Aos alunos, por sua vez, cabe o regresso apenas na semana inicial de fevereiro. Quando entram pelas portas da escola nos dias iniciais do segundo mês do ano já encontram a estrutura preparada para as aulas, atividades extra-classe, projetos relativos as disciplinas, atendimento por parte da secretaria e da coordenação/direção,...
As aulas, que representam pelo menos 90% do tempo gasto pelo aluno na escola, devem ser, por esse motivo (entre outros), objeto de estudo, planejamento qualificado e realização primorosa por parte dos docentes para que a motivação seja a tônica entre os estudantes.
Quantos professores realmente se preocupam em pensar e repensar com seriedade sua realização profissional em sala de aula de um ano para o outro? A acomodação com as fórmulas já testadas e utilizadas anteriormente tende a ser a prática mais comum não apenas em escolas brasileiras, mas também em muitos países do mundo todo. O exercício a ser feito, diga-se de passagem, não deveria ser a reflexão sobre a aula apenas na passagem de um ano letivo para o próximo e, sim, aula a aula, semana a semana, mês a mês... Somente assim poderíamos realmente ter uma dimensão clara da efetividade e da qualidade de nosso trabalho na educação.

Torne as reuniões de planejamento encontros que sejam realmente
produtivos e inovadores para o trabalho e a prática pedagógica.


Nesse ínterim, vale ressaltar que os resultados colhidos ao longo do ano dependem muito da consistência da proposta pedagógica da escola, do envolvimento dos educadores e da persistência em buscar e atingir os objetivos propostos. Seriedade, embasada por critérios e diretrizes claras, sem a mudança de regras ao longo da jornada, contando com o apoio e a participação de todos os professores e funcionários dão a qualquer plano de trabalho a consistência necessária para que a realização se torne um sucesso.
Os alunos percebem desde os primeiros dias de aula a seriedade da proposta de cada professor e, a partir da prática de sala de aula, transformam a compreensão do imediato e local para o mais amplo tanto no que se refere ao tempo quanto ao espaço e seus protagonistas. Isso quer dizer que a visão da escola como um todo se relaciona, aos olhos dos educandos, a postura e as realizações e implementações dos educadores com os quais têm contato nas aulas.
O sucesso na educação é decorrente, portanto, de uma construção que acontece todos os dias no processo de ensino-aprendizagem e que exige paciência, determinação, objetivos criteriosamente definidos, incentivo a participação constante dos alunos, projetos instigantes que relacionem os temas trabalhados a realidade e a conhecimentos previamente adquiridos pelos estudantes (tanto na escola quanto na vida extra-escolar). É preciso igualmente ter consciência de que qualquer realização, seja ela qual for (nesse caso na educação), passará necessariamente por experiências boas e também por outras ruins, por acertos e erros...

Use o seu conhecimento em prol do grupo.
Argumente e participe suas opiniões sempre tendo em
vista o crescimento e a melhoria do trabalho de todos.


E os erros devem ser entendidos como oportunidades. Nossa completude é um sonho inconseqüente e irresponsável que cabe somente nas palavras de nossos melhores poetas e músicos. A perfeição não deve ser o nosso objetivo de vida e sim um horizonte que nos inspire em nossa trajetória para a obtenção de melhores resultados na busca por um mundo melhor, mais digno, justo e de paz.
Critique se for necessário. Pondere quando sentir que suas opiniões podem ajudar a compor um novo cenário nos trabalhos e projetos em que estiver envolvido. Argumente sempre tendo como matriz de seu pensamento idéias em que realmente acredite e relativamente às quais possua informações sólidas. Não utilize os erros dos outros para demolir suas proposições ou, principalmente, pessoas e grupos. Chega de competição nos moldes do mais selvagem capitalismo. O barco é o mesmo para todos e se não nos dispusermos a ajudar uns aos outros e estimular o crescimento conjunto de nossas instituições estamos fadados ao perecimento...
Aplauda e reconheça os méritos alheios. Participe opiniões em projetos vitoriosos para reforçar suas bases. Disponha-se a trabalhar sempre, em qualquer circunstância, seja ela de ventos favoráveis ou de tormentas da pior espécie.
Numa escola ou num hospital, numa grande indústria ou num banco, em um estabelecimento comercial ou numa fazenda, pouco importa o ramo de atuação profissional em que se trabalhe, deve-se levar em conta que o primeiro dia é sempre de fundamental importância para que imagens se consolidem entre os envolvidos e permitam uma melhor (ou pior) performance de cada indivíduo e do grupo como um todo.

O capitão e os marinheiros somente sobrevivem ao mar quando
atuam de forma harmônica, estabelecendo um ambiente de intercâmbio,
troca, compreensão e auxílio. Numa sala de aula não é diferente...


Como a escola tem como base e firmamento a sala de aula, logo se estabelece que é nesse espaço que se ganha ou que se perde o jogo. E nesse sentido vale destacar que o capitão do barco é o professor e os marujos são os estudantes. Todos sabem e reconhecem que o conhecimento mais amplo sobre a embarcação e também sobre as técnicas náuticas pertence ao experiente capitão (professor). Todos também reconhecem que o navio só conseguirá navegar e atingir os portos nos quais deseja chegar a partir da ação dos marinheiros (alunos).
Se o contato inicial desse capitão com sua tripulação não for bom o que se poderá esperar para as viagens futuras da referida embarcação? Deve ficar claro para todos que não há estabilidade plena nos oceanos pelos quais todos irão navegar. Um dia pode ser de tormenta e o outro pode ser de total calmaria...
Nesse sentido é preciso sempre quebrar o gelo entre professores e alunos na aula inicial deixando claros alguns limites e estabelecendo canais de comunicação constantes entre o capitão e os marinheiros. Conheço professores que afirmam categoricamente que na primeira aula devem-se mostrar os dentes e dizer com clareza quem manda nesse espaço coletivo chamado sala de aula; a outros que pretendem ser muito “chegados” dos estudantes... Discordo totalmente dessas iniciativas. Nem tanto ao sol, nem tanto a lua...
Creio que aos estudantes devem ser apresentadas idéias importantes quanto ao curso, às avaliações, a disciplina, os projetos, a pessoa do educador, a instituição e também relativas ao conteúdo. Deve-se falar e escutar. Abrir espaço para apresentações, dúvidas, troca de idéias, sugestões e apreciações dos estudantes quanto ao curso, à escola e mesmo quanto às propostas do professor.

Estabeleça o diálogo com os colegas e os estudantes. Fale e escute.
Aprenda a anotar as sugestões interessantes para poder implementá-las
posteriormente. Cresça em conjunto com seus pares no trabalho.


E não é só escutar. Ao professor cabe anotar as boas idéias e se mostrar disposto a pensar e eventualmente aplicar algumas dessas contribuições obtidas no contato com seus estudantes. Isso dá credibilidade ao curso e ao docente, estabelece uma comunicação que aproxima todos os presentes e ainda permite implementar o curso a partir da visão de quem está num outro importante papel, o de educandos.
E para melhorar ainda mais esse contato inicial e evitar os já habituais e exauridos modelos de apresentação formal dos estudantes e do próprio docente, que tal variar a fórmula e procurar incrementar a mesma adicionando elementos culturais, esportivos, geográficos, históricos, literários, artísticos ou científicos a esse exercício básico de toda a primeira aula do ano? Como? Que tal usar a imaginação...
Por exemplo, uma possibilidade seria trabalhar com trechos de músicas conhecidas (uns vinte ou trinta, de acordo com a quantidade de alunos de cada sala) que seriam disponibilizados para todos os estudantes. A cada um deles poderia ser pedido que escolhesse um daqueles trechos para falar de si mesmo. Alunos que selecionassem o mesmo trecho se reuniriam num mesmo grupo e trocariam informações sobre eles mesmos com os colegas e depois seriam apresentados por outras pessoas do grupo...
Outra alternativa seria a utilização de fotografias de personalidades da ciência, das artes ou dos esportes. Caberia aos alunos se agruparem de acordo com um sorteio ou pela preferência individual tendo uma dessas personalidades como base para uma conversa. Nesse bate-papo eles deveriam enumerar as qualidades do sujeito e, a partir de uma lista concebida pelo grupo, deveriam falar sobre si mesmos para o restante da turma.
Ainda a título de sugestão caberia, por exemplo, selecionar livros conhecidos do público-alvo de alunos e colocá-los em contato com os mesmos para que todos aqueles que já tivessem lido um determinado título pudessem se reunir para falar sobre a obra, o autor, a trama, os personagens e, com base no que conversaram sobre o livro, viessem a falar sobre as pessoas do grupo traçando paralelos com a trama do livro, os personagens, o autor,...
Há inúmeras alternativas que poderiam ser criadas. Todas demandam tempo de planejamento e criatividade. Libertem-se de suas amarras e mãos a obra para a concepção de uma alternativa que viabilize um começo de ano e de trabalho promissor para suas aulas e sua escola. Bom retorno a sala de aula!

Texto enviado pela profª Pollyanna, de Biologia e Ciências
Curso G9

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

SUCESSO E RECONHECIMENTO DOS QUE SUPERARAM O BULLYING

A volta por cima de um grande talento
Professor Vicente Carlos Martins
Você sabe o que é resiliência?
Um conceito físico: propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora da deformidade (um elástico, que mesmo depois que encolhe, pode ser esticado novamente).
Em termos de comportamento humano, é entendida como nossa capacidade de superar sofrimentos (muito evidente nas vítimas recentes das tragédias causadas pelas chuvas), dor, rancor, mágoa e transformar tudo isso em aprendizado e superação.
A resiliência pode ser então uma forma individual de reação ao bullying.
Um caso muito interessante de um excluído resiliente
Nem sempre a vida de uma personalidade famosa representou um mar de rosas. Durante a jornada estudantil muitas foram vítimas de bullying, mas com o desejo de ver o mundo de um ângulo diferente, elas superaram traumas e dificuldades. Transformaram dor, mágoas e sofrimentos em superação e transcendência, fizeram história em seu meio ou em toda sociedade como um todo.
A história que vou contar abaixo é um desses casos. Omitirei o nome da personalidade, o qual citarei apenas no final.
“Após o divórcio dos pais, ele e suas irmãs foram criados por sua mãe, mulher de personalidade forte, que teve papel marcante em sua história de vitórias. A ausência de seu pai foi só um dentre vários obstáculos em sua vida. No oitavo ano, ele foi diagnosticado com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Segundo seus professores, ele não prestava atenção nas aulas, não parava quieto e não fazia as tarefas escolares. De um deles recebeu o veredicto que jamais seria bem-sucedido na vida pela falta de concentração (um alerta para nós professores!).
Essas paisagens fizeram que ele sofresse bullying por anos consecutivos. Também era humilhado frequentemente por ser muito magro, alto, orelhudo e desengonçado. Uma vez, no ônibus escolar, alunos mais velhos arrancaram seu boné e atiraram pela janela.
Aos 11 anos de idade, em uma competição de natação, alguns meninos por pouco não mergulharam sua cabeça na privada. Ele escapou. “Estava formada uma raiva interior que ele não dividiu com ninguém, mas que soube usar como fonte motivadora, em especial na piscina”, descrito em Sem Limites, seu livre autobiográfico.
Ele encontrou na natação um refúgio frente às constantes brigas entre seus pais, além de poder direcionar seu foco. Sua mãe declarou à revista US MAGAZINE que o bullying e as adversidades fizeram com que ele se fortalecesse e batalhasse mais.
Este garoto, que era intimidado, “zoado” e agredido por valentões na escola, simplesmente trata-se do nadador americano que conquistou oito medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim (2008): Michael Phelps.
Fonte:
Mentes Perigosas nas Escolas
Ana Beatriz Barbosa Silva
Editora Fontanar

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O limite na educação dos filhos

Transtorno Desafiador Opositivo

Quando os pais se tornam escravos do próprio filho

Todos nós temos requisitos para alcançar altos voos e, às vezes, precisamos de um impulso. Pode ser sofrido, desgastante, mas necessário! Aprendemos muito com os que discordam de nós. Algumas pessoas nos tiram dessa zona de conforto, e elas são eternos mestres em nossas vidas.
A criança responsável é aquela que entende perfeitamente que ela mesma sofrerá as consequências do seu desleixo; ela sente vergonha de ser chamada atenção, quer aprovação dos outros, tem curiosidade. Desde cedo, tem ambições positivas e quer caminhar com as próprias pernas.

Há crianças e adolescentes que, de uma forma muito perspicaz, jogam a culpa nos pais. Driblam as tarefas e se vitimizam. Há pais que são reféns. A última palavra em casa é a do filho. Mesmo pequenos podem ser verdadeiros tiranos em casa. São jovens que responsabilizam os outros pelo mau comportamento, desafiam autoridade, recusam-se a trabalhar em grupo, não aceitam ordens e críticas, querem tudo a seu modo, gritam, perturbam e têm “pavio curto”.

O quadro acima pode ser patológico denominando-se transtorno desafiador opositivo.

Transtorno Desafiador Opositivo

A pessoa apresenta um comportamento frequentemente negativista, desafiador, desobediente e hostil com figuras de autoridade, como pais, familiares e professores. As manifestações do transtorno são mais frequentes no lar, aparecendo também na escola ou em outros ambientes.
Os pacientes apresentam prejuízo significativo em seu desempenho acadêmico, constantemente se envolvem em brigas e discussões, sendo comumente rejeitados pelos colegas do grupo escolar, e há comprometimento da auto-estima.
O tratamento para crianças e adolescentes com esse diagnóstico é a utilização de técnicas de intervenção psicológica e comportamental associada a uma orientação a pais e professores. Um bom modo de a escola colaborar é através da realização de esportes coletivos que auxiliam na socialização e constroem conceitos como disciplina e respeito.
Finalizando, por trás de um filho tirano existem sempre pais complacentes que toleram atrasos, irresponsabilidades, desrespeito e permitem que a criança constitua as leis no lar, enquanto os pais deveriam ter o domínio e fazer a manutenção da ordem. E nós, professores, qual é a nossa culpa? Podemos ajudar?

Fonte:
SESSA, Tatiana.E agora? Meu filho não gosta de estudar! SP: Ed. Best Seller

Artigo publicado pelo prof. Vicente- Matemática
Curso G9

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Educação - paternalismo ou autonomia

A autoridade que espero
Contardo Calligaris - Folha de São Paulo- 13/01/2011

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Para o paternalismo, as autoridades podem mandar na gente porque nos amam como um pai ou uma mãe
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"O QUE ESPERAMOS", em português, é uma expressão complexa: pode significar o que gostaríamos que acontecesse (é o sentido do francês "espérer" e do inglês "to hope") ou apenas o que antecipamos (é o sentido do francês "s'attendre à" e do inglês "to expect").

Na semana retrasada, uma reportagem da revista "Veja" me perguntou o que eu esperava dos primeiros cem dias do governo Dilma. Respondi: "Espero ser tratado como gente grande. (...) Espero que a presidente não ache que é meu pai nem a minha mãe".
Minha resposta respeitou o duplo sentido de esperar: escolhi algo que desejo e também antevejo que possa acontecer no governo Dilma.

Na presidência Lula (que foi, ao meu ver, uma grande Presidência para o país), a única coisa que realmente me ouriçou foi o paternalismo. Disso não vou sentir falta. E ninguém deveria -pois, no balanço positivo dos oito anos, acredito que quase todas as manchas tenham sua origem no paternalismo.

O paternalismo explica a escolha de colaboradores mais por vínculos afetivos do que por competência ou probidade e explica, em geral, a dificuldade em reconhecer que a lei se situa acima dos laços de amizade e de família (veja-se o caso final dos passaportes diplomáticos concedidos aos filhos de Lula).

Por que o paternalismo me incomoda tanto?

Tive pai e mãe ótimos e, ainda hoje, às vezes, gostaria que estivessem aqui para me orientar. Mas não deixo ninguém se colocar no lugar deles. Isso não me exige um esforço grande, pois o lugar da minha mente que eles ocupavam antes que eu alcançasse minha (relativa) autonomia já não existe mais, há tempos.

Desfazer-me desse lugar não foi automático; em grande parte, foi o resultado do processo de minha análise. Uma psicanálise, aliás, poderia se definir como o esforço para se desfazer de figuras paternas internalizadas, que tiveram uma função no atrapalhado caminho pelo qual nos tornamos adultos, mas das quais não precisamos mais.

O paternalismo é o avesso desse esforço: ele quer que a experiência adulta da autoridade seja moldada pela nossa neurose familiar básica.

O paternalismo acha bom que, para nós, toda figura de autoridade se pareça com uma mamãe ou um papai, cuidadosos e/ou severos. Também o paternalismo acha bom que, do agente de trânsito ao presidente, do professor à enfermeira, as figuras de autoridade pensem que elas podem mandar na gente porque nos amam como os pais amam seus filhos.

A neurose faz com que, na vida adulta, nós tendamos a viver todas as relações como extensões dos afetos familiares no meio dos quais crescemos. No caso que nos interessa, estaríamos prontos a sermos bons meninos diante de um governante que nos convença de que ele é nosso pai ou nossa mãe (o que não vai ser difícil, pois isso é exatamente o que queremos acreditar).

Minha esperança é que, com Dilma, o governo não se prevaleça dessa neurose quase universal. Espero, por exemplo, que a presidente me peça para pagar mais impostos porque a boa administração do país exige esse esforço -não porque ela é uma mãe para mim, e, portanto, eu me comportarei bem.

Por que espero isso? Simples: a autoridade que se funda num vínculo afetivo é descontrolada e incontrolável. Quem ousaria discutir e limitar a suposta intenção amorosa dos "pais"? Como o "filho" ousaria inquirir o pai e a mãe? O paternalismo é quase sempre tentado pelo autoritarismo mais arbitrário. Por seu trajeto, espero que Dilma tenha pouca simpatia pelo autoritarismo sob todas suas formas.
Alguém, tendo lido minha resposta à "Veja", perguntou: mas não é normal que a relação com o pai e a mãe seja para nós o modelo de toda relação com a autoridade? Não é isso que a psicanálise nos diz?

Não é. A família é o sistema que inventamos para lidar com as crianças estranhamente prematuras que todos somos -crianças que precisam de cuidados e orientação durante um quinto de suas vidas. Pensar que a família, por ser o quadro em que descobrimos a autoridade, seja também seu modelo "natural" equivaleria a pensar que toda sexualidade, por ter começado com papai e mamãe, deva ser edípica, para sempre.
A psicanálise pensa (e espera) o contrário, ou seja, que a gente cresça e, no caso, que nossa (inevitável) relação com a autoridade deixe de ser parasitada pelos restos da neurose familiar.

Prof. Italo Mammini Filho
Prof. de Química do Curso G9

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Educação e Diversidade em Sala de Aula

Partilho com todos o artigo abaixo, sobre o impacto da diferença de gênero na aprendizagem

Gazeta do Povo, 11/01/2011 - Curitiba PR
Diferença entre gêneros reflete em desempenho
Avaliação aplicada no Brasil mostrou que meninas são melhores na leitura e meninos se destacam em Ciências e Matemática
Carolina Gabardo Belo

A última edição do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), referente ao ano de 2009 e divulgado no início de dezembro, mostrou, entre ou¬¬tros dados, algo que os professores já perceberam há tempos: a diferença de gênero também se reflete no desempenho dos estudantes em sala de aula. A pesquisa avaliou alunos de 15 anos em 65 países e mostrou que, no Brasil, as meninas são mais eficazes em leitura, enquanto os meninos se destacam em Ciên¬¬cias e Matemática. Além de uma simples diferença, este quadro representa um amplo desafio aos docentes, que precisam lidar com as potencialidades de cada um e ao mesmo tempo estimular os alunos nas áreas em que eles não têm tanto interesse. A tarefa não é fácil, pois exige atenção e jogo de cintura dos professores na hora de passar os conteúdos aos jovens, que também apresentam características individuais no aprendizado.
“O professor precisa estruturar a maneira de ensino prevendo a diversidade na maneira de aprender. Estas diferenças são maiores que a questão do gênero, elas acontecem de pessoa para pessoa”, ressalta a doutora em Educação e professora do curso de Pedagogia da PUCPR, Evelise Portilho.
Ensino - Para chamar a atenção dos estudantes nas disciplinas, Evelise afirma que os professores precisam estar atentos aos interesses dos jovens, bem como estimular diferentes habilidades, as chamadas múltiplas inteligências. “Se o aluno tem predomínio em uma modalidade não podemos deixar de potencializar as outras, que também são importantes”, diz. O ideal é desenvolver atividades que se aproximam da realidade dos jovens e oportunizar a interação entre os alunos durante os estudos, promovendo apenas no professor, pois não existe uma única maneira de ensinar”, garante. Na prática, os docentes garantem que a iniciativa dá resultados, uma vez que alia as potencialidades de meninos e meninas nos grupos de estudo.

Profª Marcia Gil de Souza
Coordenadora do Ensino Médio e PV

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Gestão Escolar e Execução do Planejamento

Oi, professores e colegas

O ano começa e novos planos são feitos, novos projetos se preparam para serem executados. A educação sofre com um problema sério de gestão escolar: os projetos são de boa qualidade, mas não são executados a contento.
Penso que uma reflexão mais detalhada a respeito merece ser feita. Sugiro, pois, o artigo abaixo e, posteriormente, uma auto-avaliação de nossa própria gestão da educação. Boa leitura a todos!
Capacidade de execução na educação
Paulo Sertek
Ram Charan é considerado atualmente um dos mais influentes pensadores da arte de gestão, e faz imenso sucesso com o livro Execução: a disciplina para atingir resultados. Destaca que, independentemente do setor que se pretenda organizar, para atingir resultados é necessária a disciplina da execução. Por quê? Constatou que a maior parte dos planejamentos estratégicos das empresas públicas ou privadas padece do pecado de origem: por melhores que sejam os seus planos, eles naufragam, na grande maioria, por falta de capacidade de execução. Em geral, o planejamento ou as diretrizes padecem do mal do abstracionismo. As ideias são boas, não obstante sofrem com a falta de adequação à realidade da implementação. Os planejamentos nascem com irrealismo, pois não se preveem os verdadeiros gargalos. Os dirigentes não se antecipam às dificuldades sobre como transformar as diretrizes gerais em planos rigorosos e sistemáticos de seguimento das metas.

Diz Charan que: “Muitos (dirigentes) não compreendem o que precisa ser feito para converter uma visão em tarefas específicas, pois seu pensamento de alto nível é muito amplo. Eles não levam as coisas adiante e não fazem acontecer; os detalhes os aborrecem. Eles não cristalizam o pensamento ou preveem os obstáculos. Não sabem como escolher as pessoas com habilidade para executar. Sua falta de envolvimento os priva de um julgamento consistente sobre as pessoas, o que só se adquire com a prática”.
Artigo retirado do Jornal Gazeta do Povo, 11/01/2011 - Curitiba PR
Profª Marcia Gil de Souza
Coordenadora Pedagógica do Ensino Médio e PV